segunda-feira, fevereiro 28, 2005

A minha vida está a desabar!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Sinto-me envergonhado. Tens toda a razão para te sentires como te sentes. Tens toda a razão para odiares. Deve ser difícil para ti, como será para os outros. A fragilidade é um ponto quente na vida de cada um. Quem teve sempre tudo certinho?! Quem?! Tu?! Nunca te sentiste frágil?! Podes até dizer que nalgumas coisas foste sempre forte. Óptimo. Ainda bem que há gente assim. Mas não há ninguém igual. Há momentos em que as pessoas não entendem porque fazem certas coisas. Uma coisa são as fragilidades, outras, o AMOR. O amor devia ajudar a resolver tudo, mesmo as fragilidades Mas há ocasiões em que a falta do amor, a falta de algo, ou a ausência de sentidos que não sejam o amor, o a curisosidade, ou ... tanta coisa, meu Deus.
Mas o pior que pode acontecer é que em vez de oferecermos ajuda, obrigarmos as pessoas a sentirem-se ainda mais mal. Essa laia, como tu chamas, faz parte de uma luta grande. Muitas vezes foi vencida. Algumas não. Choro por esses.
Não te vingues do amor. Vingar as fragilidades, ou pecados, ou como lhe quiseres chamar, é uma forma de aumentar a quantidade de pessoas frágeis. Mais correcto, se queres vingança de infidelidades, que uses abandonar quem amas. Se for esta a tua forma de sentir, que seja. Doerá a quem te ama... mas que tb já te magoou... e por isso tem todo o dever de saborear o sofrimento. Mas vingar-te assim, estás a incorrer nos mesmos erros. Fizeste sacrifícios (como dirás tu a seguir). E quem os não fez?! Quantos sofrimentos não partilhaste já com essa pessoa?! Os teus. E os dela?! Já partilhaste os dela?!
Não precisarás é de continuamente martirizares mais essa pessoa, sobretudo naquilo que mais a magoou sempre durante toda a sua vida. Pensas que será fácil arcar com o peso dessas laias, dessas misérias. Quantas vezes as pessoas deixaram de ser felizes porque a felicidade era borrada com o passado, com a miséria, com o saber-se diferente... demasiado diferente. Já passaste um pouco por isso. Compreenderás?! E quando sofreste, como disseste, ultimamente com questões familiares, também não querias tocar no assunto que te fazia sofrer. E quem esteve ao teu lado?! E quem sofreu contigo?! E quem teve de aguentar nos ombros coisas que não eram necessárias, só porque amava?! Quem?! É mais fácil deitar tudo a perder, não é? Fugir? Insinuar um suicídio?! Vou pensar nisso. esta bomba, porque é uma bomba o que tu contas, pode bem explodir nas mãos...
Neste momento cai uma lágrima de solidariedade contigo... Tens todo o direito a ser feliz. Procura a felicidade. Já sofreste que chegasse. Sê forte. O mundo ainda não desabou. O teu, pelo menos. Ainda te vão ver sorrir para a vida, construindo um mundo, um emprego, uma família. Essa pessoa se é verdadeira no seu amor, não te abandonará nunca... mesmo que a sua presença tenha de ser outra.

Chegou a hora H. Para ti e essa pessoa que amas. Chegou para essa pessoa uma hora H muito estranha... FORÇA AMIGO.

quarta-feira, fevereiro 16, 2005

Fiquei sem o pai que nunca tinha tido.

Hoje tento compreender tudo o que se passou na minha infância… mas, não compreendo! Quando lessem este post agradecia que me ajudassem a compreender.
A minha infância foi muito penosa. Durante dez anos fui sujeito a muitas coisas que chamo aberrações da vida. Minha mãe trabalhava numa casa de turismo de habitação onde fazia de tudo e mais alguma coisa. Meu pai trabalhava, às vezes, na construção civil. Trabalha “às vezes” porque o álcool não lhe dava tempo para mais. Sem o álcool até era um homem de bom coração. Mas a bebida fazia-o transformar no monstro mais horrível do mundo. Sim um monstro. Para mim era um monstro. Depois de se enfrascar de álcool, chegava a casa e, sem motivo algum e de qualquer maneira, batia em tudo e em todos. A minha mãe era a mais massacrada. Lembro-me como se ainda fosse hoje, tanto sofrimento!!! Minha mãe agarrava-se a nós para nos proteger de mais um pontapé mais um murro e era ela quem dava o seu corpo ao manifesto. Além da porrada tratava-nos com nomes feios, e dizia que não éramos filhos dele, ou seja, tratava a minha mãe como puta. Tinha tanta pena dela! Uma mulher que se matava a trabalhar para que na mesa houvesse sempre pão para comer, e o que é que o meu pai fazia?! Gastava o pouco que tínhamos e, quando não tínhamos, ficava a dever… só pela merda da bebida….
Passados dez anos de sofrimento a minha mãe chegou ao limite. Não aguentávamos mais…Teve que pôr fim a um casamento onde a felicidade nunca existiu e onde a dor de nunca termos conseguido ser felizes nos matava aos poucos por dentro.
Fiquei sem o pai que nunca tinha tido.

quinta-feira, fevereiro 10, 2005

Podes beber, mas não exageres!!!

O álcool desde sempre fez parte da vida de um número considerado de pessoas. Eu sei o que isso é por experiência quase pessoal. Lá em casa havia alguém assim, para quem o vinho fazia parte da vida. Acabou por fazer também parte da minha…
Tudo começou como habitual. Como para os romanos. Para eles não havia melhor do que um bom vinho para compartilhar com os amigos. De facto assim é. Não há muitas coisas melhores para partilhar com os amigos, porque no meio vai também uma conversa, um desabafo, uma história, uma gargalhada. Hoje em dia quando os amigos se encontram têm por hábito "beber uns copos". É um, digamos, bom hábito entre os amigos.
Em princípio, as bebidas alcoólicas são ingeridas para confraternizar. No entanto quando ingeridas em excesso são prejudiciais à saúde. Como quase tudo na vida quando é em excesso. Quando ingeridas em pequenas quantidades, há quem diga que até faz bem à saúde. Contudo, em grandes proporções pode mesmo vir a ser fatal. No meu caso, foi. Ninguém morreu, mas mudou a minha vida por completo e a da minha família. Tive de nascer de novo… e a partir daí, fui nascendo de novo muitas vezes. Já nem sei quantas vezes fui obrigado a nascer para a vida.
O álcool é considerado uma droga, uma dependência que leva a uma série de doenças. É uma droga, uma doença. O fígado, que é o principal eliminador do álcool, não aguenta exageros. Se a ingestão de álcool for excessiva e constante, pode levar à destruição desse órgão, através da cirrose. Não há fígado que aguente. Nem o do próprio nem o dos que convivem próximo. No momento em que o álcool atinge o seu máximo efeito é retirada à pessoa a maior parte dos reflexos, podendo a mesma ter perturbações mentais. A muitos actos de violência assisti e em muitos fui sujeito ou vítima.
O que me choca mais no meio desta porcaria é quando colocamos em risco a integridade física e a vida das pessoas que nada têm a ver com a situação. Falo por aqueles que sofrem acidentes de viação por causa do álcool ingerido pelos outros, e quando estes fazem sofrer os que estão à sua volta ao ponto de quase desejarem a morte!
Se tens alguém que sofra desta droga, tenta ajuda-la ao máximo porque o alcoolismo é uma doença perigosa, mas com cura. Tenho pena de não ter sabido tanto como sei hoje para ajudar quem eu teria querido ajudar.
Podes beber, mas não exageres!!!

segunda-feira, fevereiro 07, 2005

Carnaval com Neve

Toda a gente se tem lamentado…Nunca mais chove, que grande seca este ano…Pois já choveu! Será que o S.Pedro não gosta da promiscuidade, e de ver a rapaziada em grande folias?! E fez esta desfeita a pessoas que vivem o Carnaval de uma forma intensa. O S.Pedro em confidência disse-me que lhe fazia mal à vista tanta bunda destapada. E eu respondi-lhe que só lhe faz mal porque ele olha! Olha esta, que não olhe! Eu até não me importei lá muito que chovesse, mas que nevasse como nevou e está a nevar, é que não! Estou zangado com ele e com a mãe natureza que respondeu ao seu pedido. Tinha pensado hoje em ir para Aveiro passar o Carnaval e só voltar na quarta-feira, mas com tanta neve não sei como vou sair da Guarda! Estou chateado porque ele me está a dar cabo dos meus planos… Apesar de me besuntar com esta linda paisagem, não gostei da atitude dele. Também sei que muita gente gostava de passar umas férias na neve, e não tem essa oportunidade, por isso resolvi partilhar convosco esta linda paisagem. Tudo aqui está branquinho, é difícil conhecer-se até o próprio carro. Do céu caem lindos flocos de neve, umas vezes em grande número e com muita intensidade, outras vezes cai uma ao acaso para nos avisar que ainda não é desta que nos livramos dela. Lá fora, as brincadeiras das pessoas com a neve, dá-lhes um enorme sorriso. Até parece que as pessoas se esquecem da crise e das dificuldades que temos passado nos últimos tempos! Parece até que não estamos em tempo de eleições! Tudo isto é lindo! Acho que mesmo assim as minhas palavras não chegam para demonstrar a realidade na sua totalidade.
07.02.2005 017

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Assim acontece

Quando te tenho nos braços
é rara a vez que não estremeço!
Quase que enlouqueço
se não saboreio os teus lábios,
apetitosos como são.
Quando tento resistir, em vão,
por eles sou atraído,
por eles fico perdido
até voltar à razão!
Que loucura!?
Diz-me que não.

quarta-feira, fevereiro 02, 2005

O meu primeiro amor

Esta história encontrei-a nas minhas arrumações. Escrevi-a no dia 22 de Março de 2001.

Tudo começa quando, olhando em redor, uma rapariga me chamou a atenção. O meu coração palpitou, envergonhou-se. Era ela, a moça da minha vida.
Longas etapas foram ultrapassadas ao longo de cerca de cinco meses. Estes só continham uma palavra: sofrer. Durante estes meses lutei com tudo e contra todos: amigos, família e até comigo próprio. Muitos incriminavam-me, outros aplaudiam-me. Mas, para mim, só havia um objectivo: conquistar o amor dela. Sim, porque o meu amor elá já o tinha conquistado há muito tempo. (Aqui passa-se a fase mais confusa da história). Andámos a curtir durante algum tempo. Ao longo de muitas conversas demonstrei-lhe bem a minha amizade. Até lhe contei as histórias mais íntimas da minha vida! Eu queria, assim, dizer-lhe "Puxa, estou a confiar em ti porque te amo". Os dias foram-se passando, e tudo na mesma, ou pior, ainda sofria mais porque cada vez também a amava mais. Mas ela não correspondia.
Até que um dia, não estando nada à espera, ela aceitou o meu pedido de namoro, o que eu lhe tinha proposto há muito tempo. Era um dos dias mais felizes da minha vida... Contudo, eu sabia que o sentimento dela era um sentimento de "amor fraco"!
Continuei a pensar nesse sentimento, até ao dia em que nós fizemos ou demonstrámos o melhor que há no amor, a junção num só. Tínhamos acabado de fazer amor. A partir deste dia tudo mudou. Cada dia que passava ela demonstrava que me amava mais e mais, e eu já me tinha esquecido do tal "amor fraco". Agora acreditava no amor a dois.
Nesse tempo sentía-me amado, feliz e correspondido.
Mas tudo tem um ponto final. Foi o que aconteceu com a nossa linda história. Chegou ao fim.
Começámos outra história... fortalecer mais a nossa amizade em cada dia que passa.