quinta-feira, janeiro 27, 2005

Esta vida que me criou

As grandes alegrias e as grandes amarguras de tempos passados ainda me surgem vagamente esboçados nos meus pensamentos.
Quando na nossa vida acontecem certas catástrofes bruscas que são o derrocar total e incompreensível daquilo em que mais confiávamos, se resistirmos ao primeiro embate... resistimos e vivemos. É sempre assim! Mas custa... Muitas vezes sentia-me perdido, sem rumo. Era uma criança fraca, que chorava despedaçadamente lágrimas de sangue e que no final sempre me fechava em mim. No entanto reagia, raciocinava e num esforço supremo de vontade lá conseguia superar mais uma terrível catástrofe.
Até agora a minha vida tem sido um turbilhão. Uma vida cheia de sofrimento, uma vida arrebatadamente louca, tragicamente agitada. Mas foi esta vida que me criou, me fez crescer, que me fez ser o que sou hoje. Doido por amor, só vivo para fruto desse amor. Esse amor que me faz viver, que renova cada dia as forças para a luta do dia a dia.

Fechado em mim

Fechado em mim

segunda-feira, janeiro 24, 2005

Tesouro de vida

"Quem dá
e se dá por amor,
não dá, recebe."
Luiza Andaluz

sábado, janeiro 22, 2005

Estou a acordar...

Meus dias de rapaz, de adolescente,
Abro a boca para bocejar,
Custa-me acordar.
Sucedem-se uns aos outros, igualmente.
Nunca desperto de manhã contente.
Seria melhor dormir eternamente.
Se eu não tivesse aspirações vivazes
Como têm alguns rapazes...
Quero viver, eu sinto, e posso
E não sei, sendo assim, enquanto moço,
O que serei, então, depois de muitos desgostos?

quinta-feira, janeiro 20, 2005

Onde estás?!

Toda a vida me tenho interrogado sobre a possibilidade da existência da vida fora da terra. Como seria? De que seria feita?
Sei porque ainda estás aqui, à porta dos meus sonhos, onde entras para os transformar num acordar lindo, à espera de um pretexto para achar os dias mais brilhantes, num conflito onde a alegria, contracenando com a raiva, é tanta, que opto por não a mostrar. Pelo contrário, finjo que nada daquilo é comigo, finjo todos os dias que cada vez me esqueço mais de ti, avô... Desculpa. Tudo ficou sem resposta. Não queria que uma simples palavra, cancro, ou melhor, uma complicada doença, te levasse. Será que tudo na tua vida foi em vão? A areia cobriu-te e?! Não, não... Não quero pensar tão negativamente. Quero sim pensar que foste para um lugar lindo, onde tudo é diferente daqui (deste mundo), onde o amor, a paz e a harmonia reinam. Não importa para onde foste. Importa sim que estás presente em mim e no meu caminhar. Tenho saudades tuas... Será que tens saudades minhas?

segunda-feira, janeiro 17, 2005

Hoje e sempre

Hoje e sempre apetece-me amar...
Quem não ama, prejudica gravemente a sua saúde e dos que o rodeiam. Vamos amar sempre, porque quem ama, vive. E quem vive, acaba sempre por deixar marca.

A Batalha da Vida

Quando o guerreiro português Helder, o herói principal da "difícil vida" era criança, a mãe, a Deusa da luta sacrifício, procurou torná-lo imortal, mergulhando-o na pia baptismal. Mas apenas a pequena testa foi molhada. O resto não chegou a molhar-se, ficando assim com vários pontos vulneráveis.
Helder, o nosso guerreiro, conduz várias batalhas em diversos momentos da sua vida (sofrendo, conquistando, lutando, sorrindo, divertindo-se) em busca de um futuro sorridente de paz.
Nos primeiros anos de guerra na sua vida distinguiu-se em feitos esplendorosos e menos esplendorosos. Na "difícil vida" há quem o ame, há quem o odeie e há os que ainda não o conhecem. Sua maior batalha foi perdida (sim, sim... os pequenos heróis também perdem batalhas). Essa batalha menos esplendorosa foi a nunca existência de um pai... A nunca existência de um pai? Como é possível? Ele existia como carne e osso e até muito alcool! Mas a sua presença era ausente. Certo dia, já cheio de maus tratos, físicos e psicológicos, o guerreiro português, seu irmão e sua deusa mãe, decidiram-se separar do alcool dele e dele.
A vida tornou-se mais sorridente, mas no coração do guerreiro português havia outra conquista, a procura incessante de um amor de um pai. Procurou, procurou... e ele até estava bastante perto e presente. Mas diz lá, quem é ele?... O meu escudo protector, o meu padrinho.
Neste momento, com dezoito batalhas, o guerreiro continua nas suas conquistas e procura agora a conquista da sua décima nona batalha, a sua contínua felicidade.